Prefeitura de Diadema

10 de outubro de 2008



Diadema foi o município da região com melhor desempenho no controle da tuberculose em 2007.  A cidade foi classificada em 4º lugar, pelo Prêmio de Qualidade no Controle da Tuberculose 2008’, dentro do grupo dos municípios do Estado de São Paulo que trataram mais de 100 casos, ao atingir um índice de cura dos pacientes de 86,67%. O número atende a Organização Mundial de Saúde (OMS), que estabelece índice de cura acima dos 85%.
 

No total, 27 municípios foram selecionados ao prêmio, divulgado durante a realização do Fórum Estadual de Tuberculose, promovido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, entre 23 e 26 de setembro. Diadema recebe a premiação pelo segundo ano consecutivo. 

Além do índice de cura, foram considerados como critérios de premiação, a busca de sintomáticos respiratórios, o tratamento supervisionado, os estudos bacteriológicos e os testes de HIV oferecidos aos doentes. Em 2007, a cidade tratou 135 casos novos de pacientes com tuberculose.

Controle da Tuberculose em Diadema  Todos os anos, a Secretaria de Saúde realiza a ‘Campanha de Busca Ativa de Sintomáticos Respiratórios’, quando é intensificada a procura por pessoas que possam apresentar esta enfermidade.  

E durante o ano todo, a saúde da população é investigada nas UBSs e durante as visitas dos agentes comunitários de saúde às residências. “Eu acompanho 200 famílias e em minhas visitas sempre pergunto se alguém da casa ou algum parente está com tosse há mais de três semanas, se tem febre à tardinha, e suor à noite”, explica a agente comunitária de saúde, Edna Dias Segatti, da UBS Centro. Em 2007, foram examinados 2.536 sintomáticos respiratórios, resultando em 119 casos positivos.

Para a realização desse trabalho, colaboram as capacitações oferecidas aos funcionários. Em 2007, passaram por cursos específicos, 50 médicos, 25 enfermeiros, 25 técnicos e 300 agentes comunitários de saúde que trabalham no atendimento destes pacientes. 

O tratamento da tuberculose é demorado e são necessários esforços para que os pacientes não parem de tomar o remédio após a melhora que ocorre já no primeiro mês. Para isso contribui o ‘Tratamento Supervisionado’, que faz o acompanhamento rigoroso para que os doentes não faltem às consultas e sejam medicados corretamente. 

 “Tomar o medicamento na UBS faz com que o doente se responsabilize pelo tratamento, pois ele acaba criando um vínculo com a unidade”, e comparece todos os dias, lembra Silvia Regina Ferrari, educadora de saúde, da UBS Centro.

Robson Souza, 26 anos, iniciou recentemente tratamento nessa UBS. No caso dele, a doença não afetou o pulmão, mas o gânglio, provocando inchaços no pescoço. “Comecei o tratamento há nove dias e vou todas as manhãs, às 7h30, na UBS. Quero fazer o tratamento até o fim, e tomar todos os remédios, pois já sofri muito com essa doença”, diz.

Conforme Iriane Maria Sammaroni Henriques, médica sanitarista e coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, outro ponto muito importante para o tratamento e cura dos doentes é o atendimento descentralizado, possibilitando à população buscar diagnóstico e tratamento na UBS mais próxima de casa, já que as 19 unidades e o Centro de Referência em DSTs/Aids atendem pacientes de tuberculose.

Ana Machado

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