Prefeitura de Diadema

17 de novembro de 2008

Fotos: Gabriela Nunes/PMD

 Por Claudia Mayara 

O Museu de Arte Popular (MAP) de Diadema encanta, ensina, informa, diverte, traz cultura, beleza e o resgate da arte popular aos visitantes que passam pelo espaço. São infinitas cores, contrastes e técnicas que tornam cada obra única e especial.

“O MAP homenageia quem ajudou a construir a cidade e ao mesmo tempo resgata a arte brasileira e arte popular. Deste modo, Diadema coloca nos centros das atenções a arte do seu povo. As pessoas podem olhar as obras e se orgulharem de serem brasileiros”, diz a secretaria de cultura, Fátima Menezes.

Em um ano de funcionamento, mais de oito mil pessoas já passaram pelo local. E além da comunidade, os alunos das escolas municipais podem ser freqüentemente vistos no museu. O motivo? A professora da escola Anita Malfatti, Cacilda Gomes, explica. “Os alunos conseguem localizar nas obras os trabalhos, as atividades que são realizadas em sala de aula. Facilita o conhecimento. A escola pensa no aluno como um todo. Aqui, os alunos podem observar o mundo além das quatro paredes, através de uma obra de arte, por exemplo”. 

O rico acervo de 450 obras já virou referência nacional, pois o espaço agrega os trabalhos dos melhores artistas populares do país, como Waldomiro de Deus, Jerônimo Soares, Valdeck de Garanhuns, Cícero Lourenço Cipriano, Conceição Silva, entre outros.

Acervo reúne obras de artistas de vários estados brasileiros

As obras do museu já estiveram presentes em eventos em Belo Horizonte, São Bernardo e nos próximos dias 8 e 9 de dezembro, estarão na ‘3ª FOPP  – Feira de Oratórios e Presépios de Paranapiacaba’.

“É um orgulho para Diadema ter um museu com essa qualidade. Além de ser o primeiro museu da região do ABCD, também é o primeiro museu de Diadema”, comemora Ricardo  Amadasi, coordenador do MAP.

E não é apenas do acervo fixo que o MAP sobrevive. O museu é um local onde as pessoas podem expressar suas manifestações culturais por meio de festa, religiosidade, trabalho, brincadeiras, imaginação e fantasia. E é exatamente por isso, que as 11 exposições itinerantes e as seis festas populares realizadas pela população e pelos artistas da região complementam o aprendizado cultural.

E agora, a participação popular ficará ainda mais ativa. No dia 26 de novembro, às 19h30, o MAP irá instituir o Conselho Gestor do Museu que terá como dever implantar melhorias e enriquecer ainda mais as atividades realizadas no espaço. “Na verdade, a comunidade sempre participou de maneira informal. Agora chegou o momento de formalizar essa parceria com a população”, explica Amadasi.

O MAP fica aberto para visitação gratuita de terça a sexta, das 14h às 20h e aos sábados, das 13h às 18h. O espaço é resultado de uma parceria entre a Prefeitura e o Governo Federal.  Diadema foi contemplada com o projeto “Redes de Ponto de Cultura”. Idealizado pelo governo federal, o programa estimula o uso de diferentes linguagens artísticas, amplia e garante o acesso da população aos meios de produção e difusão cultural.

Pontos de Cultura

O Museu de Arte Popular foi o primeiro dos pontos de cultura a ser inaugurado em Diadema. Em maio do ano passado, um convênio entre os governos federal e municipal implantou uma rede de nove pontos na cidade: Centro de Formação e Reflexão Teatral, Bailando na Cidade, Folia de Reis, Casa da Música, Comunidade Áudio Visual, Cultura Hip-Hop Construindo a Cidadania Juvenil, Laboratórios de Poética, Olhar com Arte – Represa Billings e Museu de Arte Popular.

Por ano são repassados R$ 350 mil do Ministério da Cultura para os pontos de cultura e, em contrapartida, a prefeitura entra com a estrutura, equipamento, pessoal e manutenção dos espaços. A principal proposta do projeto é estabelecer novas relações entre o local e o global, o nacional e o estrangeiro, o tradicional e o experimental, o popular e o erudito, isto é, possibilitar um intercâmbio da cultura regional e da diversidade cultural brasileira.

Ir para o conteúdo