Prefeitura de Diadema

22 de dezembro de 2023

A Kizomba natalina coroou aquilo que a cidade de Diadema demonstra ser, uma cidade antirracista, enegrecendo suas ações

O Festival de Natal, que celebrou os 64 anos de Diadema – completados em 8 de dezembro – teve um dia inteiramente dedicado à cultura afrodescendente. Originalmente programado para o dia 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra, os eventos foram transferidos para a festa natalina devido ao risco de chuva forte no dia 20. A mudança garantiu que em Diadema, cidade reconhecidamente antiracista, até a festa de Natal tivesse igualdade racial.

A Kizomba Natalina foi realizada no dia 14 de dezembro. Era o encerramento da Kizomba – Festa da Raça, um mês inteiro de atividades, eventos, palestras e shows que homenagem, exaltaram e reverenciaram a cultura negra. “A nossa Kizomba Natalina foi a demonstração do compromisso da Prefeitura de Diadema em celebrar a diversidade cultural preta, monstrando que somos realmente uma cidade inclusiva, antirracista e democrática”, afirmou a coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Marcia Damaceno.

A coordenadora ressaltou que a Kizomba celebrou a resistência do povo negro por meio das diversas criatividades culturais deste povo. “Nós, negros e negras, apesar de termos em comum o enfrentamento ao racismo, somos diferentes”, pontuou. “Isso se dá pela composição dos diversos grupos étnicos que vieram traficados do continente africano para serem submetidos ao trabalho escravo. E cada grupo étnico trouxe consigo seus valores de vida, costumes, tradições, cultura e religiosidade”, completou.

Marcia destacou que houve misturas e encontros com outros grupos que também eram oprimidos pela coroa portuguesa. “Eles perceberam que para continuar existindo, era necessário resistir. Neste caso, uma estratégia de resistência foi por meio da criação dos laços culturais. O sentimento de pertença facilitou a construção das redes sociais entre eles e foi pelo reconhecimento, aproximação cultural dada pela língua, música, crenças e costumes que foi possível a construção de relações de fraternidade, de amizade e até mesmo nascendo outra prática cultural, neste caso a cultura afro-brasileira”, completou.

A coordenadora pontuou que é sabido que a população de negros e negras tem grandes desafios pela frente. “O racismo, o preconceito e a discriminação racial continuam ainda operando em nossa sociedade. Daí a persistência da continuidade das políticas de promoção da igualdade racial em todas as secretarias municipais”, afirmou. “Sobretudo na Secretaria de Cultura que tem o papel de estimular e valorizar cada vez mais a pluralidade cultural entre as pessoas.”

A riqueza e a diversidade das culturas negras foram vistas no dia 14 de dezembro, na Praça da Moça; particularmente, aquelas vindas das regiões Norte e Nordeste do País. O Coletivo Minas de Resistência trouxe o show “Segura o Coco, Cirandeira”. Em seguida, a apresentação “Tambor de Crioula”, com a dança e os ritmos de tradição maranhense, com a Mestra Mãe Sandra de Xadantã.

A coordenadora Marcia Damaceno

O grande momento do dia foi a apresentação da Lira Musical de Diadema, que executou repertório de músicas pretas brasileiras e internacionais, ao lado do ilustre convidado, o compositor e intérprete Chico Cesar, que cantou alguns dos seus grandes sucessos, como Mama África; Pensar em você; Respeitem meus cabelos, brancos; Pedrada; entre outros. “A Kizomba natalina coroou aquilo que a cidade de Diadema demonstra ser, uma cidade antirracista, enegrecendo suas ações”, finalizou Marcia.

Fotos: Igor Andrade Cotrim

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