Publicado em 20/01/2023
Os meliponários que serão inaugurados ficam nas trilhas do Jardim Botânico de Diadema

Em mais uma ação em prol do meio ambiente, no próximo dia 5 de fevereiro, domingo, das 8h às 13h, a Prefeitura de Diadema, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, e a equipe do projeto “Tem Abelha no Meu Jardim” vão inaugurar meliponários no Borboletário e Jardim Botânico. Além de aprender sobre o valor e a importância ambiental de abelhas-sem-ferrão, o público vai degustar vários tipos de mel dessas abelhas, famosas pela diversidade e qualidade nutricional e medicinal.

O encontro é gratuito e aberto ao público em geral. Não é necessário fazer inscrição antecipada. Basta chegar junto e participar da festa.

Segundo os organizadores, o evento vai começar com um café colaborativo, ou seja, os convidados poderão contribuir com um prato doce ou salgado e, por fim, cada participante deve levar sua própria caneca. “Cheguem cedo e não percam nada”, orienta a equipe.

Além de bate-papo sobre abelhas-sem-ferrão, o lançamento dos meliponários inclui atividades práticas e até sorteio de brindes. A aula também vai oferecer visita ao Borboletário e trilhas do Jardim Botânico.

A parceria da Prefeitura de Diadema com o projeto “Tem Abelha no Meu Jardim” visa incentivar a meliponicultura na região, promovendo toda a gama de conhecimento científico, ecológico e ancestral, inseridos nessa atividade. Os meliponários também vão contribuir para incrementar ações de educação ambiental do Borboletário, cuja maioria dos visitantes é formada por estudantes ávidos de saber.

“Ao abrirmos a porta e dividirmos a nossa casa com o projeto Tem Abelha no Meu Jardim, nosso objetivo é de acolher e apoiar essa valiosa equipe e seu brilhante trabalho que tanto contribui para a preservação e multiplicação dessas abelhas nativas, tão importantes pra natureza e para um meio ambiente bem equilibrado”, explica Wagner Feitoza, o Vaguinho, secretário de Meio Ambiente e Serviços Urbanos de Diadema.

Fascinado por abelhas

A parceria do Borboletário de Diadema com o Projeto “Tem Abelha no Meu Jardim” vai bem além do institucional. Ambas as equipes técnicas têm muitas semelhanças, além de um amor incondicional às Ciências, especialmente à Biologia.

Vilson: conhecendo para preservar – “Sou fascinado por abelhas, especialmente as abelhas-sem-ferrão”

Integrante do corpo técnico do Borboletário, o estagiário Vilson Mena Neto, de 21 anos, concluinte de Biologia, na Fundação Santo André, já habituado no trato com as borboletas, agora está com mais uma tarefa de trabalho: cuidar dos meliponários. “É muito prazeroso lidar com as abelhas-sem-ferrão e faço com muita satisfação esse serviço. Aliás, o meu Trabalho de Iniciação Científica foi exatamente uma pesquisa sobre a ocorrência dessas espécies nativas”, explicou o universitário.

Vilson, que também é admirador antigo dos colegas do projeto “Tem Abelha no Meu Jardim”, destacou a grande ocorrência de abelhas-sem-ferrão no território brasileiro. “De aproximadamente 400 espécies dessas abelhas no mundo, cerca de 300 delas ocorrem aqui no Brasil. Mas para preservar essa riqueza, precisamos estudar cada vez mais sobre esses insetos”, disse ele.

Meliponicultura é diferente de apicultura

Os participantes da inauguração dos meliponários em Diadema terão uma oportunidade especial de vivenciar uma aula extraordinária de educação ambiental. Com certeza, o público terá muitas aprendizagens sobre abelhas que são importantes polinizadores para a reprodução das árvores, flores e outras plantas. Estima-se, por exemplo, que as abelhas-sem-ferrão são responsáveis pela polinização de 40% a 90% das árvores brasileiras.

Outro aprendizado a ser destacado é a diferença entre meliponicultura e apicultura. Enquanto a meliponicultura se refere à criação de abelha-sem-ferrão (também chamada de nativa, indígena ou meliponíneos), a apicultura é o cultivo de abelha-com-ferrão, que são mais conhecidas por abelha-africana, abelha-da-europa, abelha-comum, entre outros).

As duas espécies têm origens bem diferentes. As abelhas-sem-ferrão são nativas daqui e eram cultivadas pelos indígenas do Brasil. Já as abelhas-com-ferrão foram introduzidas em 1839, vindas de Portugal.

Outra diferença está na diversidade dos tipos de mel produzidos pelas abelhas-sem-ferrão, que também se caracterizam pela qualidade nutricional e medicinal, em vez de quantidade.

Enfim, todas essas características próprias das abelhas serão debatidas e aprofundadas durante o encontro no Borboletário de Diadema. O bate-papo, especialmente sobre as abelhas-sem-ferrão promete ser bem animado porque eventos do projeto “Tem Abelha no Meu Jardim” atraem muita gente especializada nesse assunto.

SERVIÇO
“Inauguração de Meliponários do Projeto Tem Abelha no Meu Jardim”
Domingo, 5/2, 8h às 13h (recepção: 8h às 9h30)
Local: Borboletário / Jardim Botânico de Diadema
Rua Ipitá, 193 – Inamar (ref. Rodovia dos Imigrantes KM 20)

Por MarcosLUiz

Fotos Igor Andrade e MarcosLUiz