Prefeitura de Diadema

21 de novembro de 2008

Bailarinos da Cia. de Dança da Melhor Idade de Diadema

Por Ana Machado

Começa o aquecimento para mais um ensaio da Cia. De Dança da Melhor Idade. Exercícios mexem com a cabeça, braços, pernas. Todo o corpo mergulhado no ritmo dançante.

A seguir, concentração para ensaiar os passos da 3ª coreografia do grupo. É necessário repassar os trechos já montados, guardar as seqüências, ensaiar os movimentos, além de rir e brincar. 

 Mauro Pedroso/PMD

Dorige Pereira se sente mais feliz com as atividades

Existem muitas atividades para as pessoas da terceira idade em Diadema e a dança tem se tornado uma boa opção. Segundo Jurandir de Sousa, professor da Cia. de Danças e coordenador do Centro de Convivência da Melhor Idade, uma média de 800 idosos estão participando de atividades de dança, o que já motivou até uma mostra no Teatro Clara Nunes, o ano passado.

Além da Cia., há grupos de dança de salão e outros ligados às tradições folclóricas, como o Grupo de Dança Portuguesa, Danças Brasileiras, Dança Cigana e o Grupo Oriental. Dorige Rosa Pereira é uma senhora de 81 anos e uma das integrantes da Cia. de Danças da Melhor Idade. Ela começou a freqüentar as atividades da terceira idade há uns onze anos, cansada de ficar em casa sem fazer nada.

“Eu era uma viúva muito quieta e agora sou uma fogueteira”, brinca. Da juventude ela se lembra dos bailinhos, dos boleros, da valsa, do tango, do samba. “O Jurandir me convidou para participar do grupo e eu aceitei. Agora me sinto menos cansada, tenho amizades, e a gente ri muito”, conta. 

O pai de Noêmia Gomes de Souza, de 63 anos, não a deixava dançar e nem mesmo estudar quando era jovem. Depois ela foi também cerceada pelo marido. Agora, viúva, está se alfabetizando pelo MOVA, faz ginástica, dança na Cia. de Danças e no Grupo Oriental, faz teatro e canta no coral.

“A dança faz bem à saúde, distrai, me deixa com o corpo mais leve, me tira o estresse”. Conforme Jurandir, além de mexer o corpo e ocupar a mente, a dança ajuda a trabalhar o raciocínio. “Eles têm que guardar a seqüência da coreografia, lembrar para qual lugar ir, quando virar para cá, para lá”, diz. Se o passo não dá para ser mais rápido, vai mais lento. Há muita diferença de idades no grupo, mas todos podem dançar.

Envelhecimento saudável 

Gabriela Nunes/PMD

Dança estimula a mente e o corpo e auxilia no envelhecimento com mais qualidade de vida

O psicólogo Osmar Zambelli, da UBS Nogueira, trabalha um grupo de educação para envelhecimento saudável” e avalia que o ato de dançar inspira nos participantes cuidados com o corpo. “A dança é uma arte que agrega outros valores, a música envolve a sensualidade e inspira o auto-cuidado. Eles ficam mais vaidosos, querem se arrumar mais”, diz 

O psicólogo lembra que antigamente, tanto por parte do idoso, como dos familiares, a idéia era de que com o envelhecimento o melhor era ficar inativo, evitando qualquer esforço ou atividade, para poupar as energias. Hoje se sabe que é exatamente o contrário.

“O sedentarismo é o pior vilão da saúde”, diz o psicólogo. “Fazendo atividade física e tendo mais saúde, o idoso mantém sua autonomia e independência, além do ganho do convívio social, da conquista dos espaços públicos e raízes com sua comunidade”.  

Outras danças

 

A participação da comunidade japonesa nas atividades oferecidas pela Prefeitura agregou elementos dessa cultura como os enfeites das festas, as oficinas de origami, a culinária, e a criação do Grupo de Dança Oriental. O Grupo de Danças Brasileiras resgata as danças dramáticas, ou brincantes, como o frevo, o coco, o maracatu. O professor Enoque Santos destaca os benefícios da dança para a coordenação motora, a percepção, a socialização. “É um momento de distração, de integração entre as pessoas”, ressalta.

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