Prefeitura de Diadema

21 de novembro de 2008

Deolinda, há 8 anos como agente de saúde

                                                                   Por Tatiana Ferreira

Faça chuva ou sol, Deolinda Virginia dos Santos Andrade caminha calmamente pelas ruas do bairro Vila Nogueira com uma prancheta na mão e uma mochila nas costas. O colete vermelho que usa, denuncia: ela é agente de saúde da Unidade Básica da região.

 

Trabalhando há oito anos na função, Deolinda afirma que adora o que faz.“O que mais gosto é conversar com a população, principalmente com os idosos, que são a maioria das pessoas que visito”.

Foi por conta do trabalho como agente que ela conheceu o marido Rafael de Andrade Pereira. Na época, ela estava prestes a completar 20 anos e já tinha concluído os estudos. Rafael tinha 18 anos, estudava e comemorava ter passado na primeira colocação no concurso para agente, já que esse era seu primeiro emprego.

 

Durante sete anos, Deolinda e Rafael trabalharam juntos, integrando uma das equipes do Programa Saúde em Casa da UBS Vila Nogueira. E em 2002, durante os atendimentos aos moradores e as conversas sobre a rotina de trabalho começaram a namorar.

 

Em 2005, depois de quatro anos de compromisso, eles subiram ao altar. A vida pós-casamento foi compartilhada entre trabalho e família. “Era bom trabalhar com a minha esposa. A gente se dava bem e nunca brigava, pelo contrário, ela me ajudava no dia-a-dia, principalmente porque sou mais emotivo e ela mais racional. Eu ficava impressionado com os casos dos pacientes e minha esposa me ajudava a superar”.

 

Hoje, eles têm um filho de quatro anos, chamado Cauê e Rafael já não trabalha mais na UBS. No começo de 2008, ele foi promovido e agora trabalha como escriturário na Central de Regulação de Vagas do município.

 

Gabriela Nunes/PMD

Em novo posto de trabalho, Rafael sente falta do contato com o público

“Sinto falta do contato com o público. Aprendi muita coisa sendo agente de saúde, como ser paciente, dar mais valor à vida. Além disso, por causa das coisas que vivi na rua, a relação com a minha mãe e com meus irmãos melhorou bastante”, conta Rafael. 

Uma relação de respeito e carinho

 

 

Com as equipes do Programa Saúde em Casa (PSC), a UBS vai para dentro da residência do morador. O programa reforça o elo entre o paciente e o serviço público municipal de saúde, já que os integrantes do Programa levam até a população um atendimento mais humanizado, exclusivo, com orientações e cuidados para uma vida melhor.

 

“Para ser agente de saúde é fundamental saber se comunicar bem, pois a gente lida diretamente com a saúde das pessoas e muitas vezes com os problemas pessoais dos pacientes”, afirma Deolinda.

Atualmente, Diadema tem 542 agentes que atuam numa população total de 379.400 habitantes. “É importante que os moradores conheçam os agentes de saúde, pois eles são o vínculo entre o paciente e a UBS”, explica o coordenador municipal da Atenção Básica, Douglas Schneider.

 

Até outubro desse ano, já foram realizadas 694.164 visitas domiciliares. Por mês, os agentes fazem ainda 5.227 acompanhamentos de pacientes portadores de Diabetes e 18.069 de pacientes com Hipertensão Arterial.

 

Saúde sem sair de Casa

 

Assim como Deolinda, diariamente, cada um dos agentes comunitários visita as famílias cadastradas nas Unidades Básicas, acompanham o estado de saúde do paciente e dos membros de toda a família e dão orientações importantes, como por exemplo, o combate ao foco da dengue.

 

Além de ser o vínculo com a UBS, eles ajudam os moradores a entender as suas necessidades de saúde. Isso ajuda a diagnosticar não só a doença, mas as causas. A prevenção é um dos pilares de atuação das equipes do Saúde em Casa.

 

Implantado em Diadema em 1997, o Programa Saúde em Casa atendia até 2000, 2% da população. Atualmente, são 66 equipes – formadas por médicos generalistas, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, dentistas e agentes comunitários – que atendem cerca de 70% da cidade. Diadema é o município que representa, proporcionalmente, a maior cobertura da região metropolitana de São Paulo.

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